Joaquim Barbosa x Daniel Dantas

Essa semana a velha imprensa e a mídia alternativa estão se confrontando com visões opostas sobre o mesmo tema; aliás, como acontece quase todos os dias. Mas como o assunto é o roubo do dinheiro público e a proteção dos ladrões, achei que valia a pena trazer o confronto à tona pra gente ver quem está do lado de quem…

Segunda, 9 de agosto de 2010, 15h27 Atualizada às 15h35
Marco Aurélio Mello: “Não há complô” contra Joaquim Barbosa
no Terra Magazine

Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

O  ministro Marco Aurélio Mello observa o colega Joaquim Barbosa no STF

O ministro Marco Aurélio Mello observa o colega Joaquim Barbosa no STF

Marcela Rocha

Segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, “não há nenhum complô” contra o colega Joaquim Barbosa, licenciado por um “problema crônico na coluna”. Os magistrados estudam uma aposentadoria por invalidez, tendo em vista que Barbosa não pode ficar por muito tempo sentado.

“Se o problema dele é inafastável, e ele não pode ficar sentado durante as sessões, é melhor a aposentadoria”, afirma Marco Aurélio, para depois ponderar que uma aposentadoria por invalidez muitas vezes é mal visto por alguns. O magistrado faz questão de ressaltar que o colegiado precisa focar no “bem comum dos jurisdicionados”.

Os colegiados esperam que o próprio Barbosa defina se fica no tribunal, trabalhando, ou se pede afastamento definitivo. “Se a licença se projeta por mais de trinta dias, tem a necessidade de submeter qualquer juiz a uma junta médica”, afirma Marco Aurélio.

Para o magistrado, “se há um prejuízo marcante para os jurisdicionados, deve se preconizar a distribuição dos processos”. No entanto, o juiz reclama da sobrecarga dos membros do STF e justifica:

– Na distribuição de processos, não temos o presidente, que tem processos específicos. Já há um vácuo que é o Eros Grau. E Ricardo Lewandowski, que, por presidir o Tribunal Superior Eleitoral, não recebe os processos urgentes. O divisor, então, passa a ser por sete. Isso nos sobrecarrega.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Joaquim Barbosa, de licença médica desde abril, foi visto em uma festa e num bar em Brasília no final de semana.

De licença médica, Joaquim Barbosa vai a festa de amigos e a bar em Brasília
Afastado desde abril do trabalho, ministro do STF deve somar 127 dias de licença neste ano
07 de agosto de 2010 | 21h 31
Mariângela Gallucci no Estadão.com.br

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que está de licença por recomendação médica, alegando que tem um “problema crônico na coluna” e, por isso, enfrenta dificuldade para despachar e estar presente aos julgamentos no plenário do STF, não tem problemas para marcar presença em festas de amigos ou se encontrar com eles em um conhecido restaurante-bar de Brasília.

Estado de S. Paulo
Estado de S. Paulo
Funcionários do Ministério reclamam de processos parados de Barbosa

Veja também:
Licenças de Barbosa emperram Supremo

Na tarde de sábado (ontem), a reportagem do Estado encontrou o ministro e uns amigos no bar do Mercado Municipal, um point da Asa Sul. Na noite de sexta-feira, ele esteve numa festa de aniversário, no Lago Sul, na presença de advogados e magistrados que vivem em Brasília.

Joaquim Barbosa está em licença médica desde 26 abril. Se cumprir todos os dias da mais nova licença, ele vai ficar 127 dias fora do STF, só neste ano. Em 2007, ele esteve dois dias de licença. Em 2008, ficou outros 66 dias licenciado. Ano passado pegou mais um mês de licença. Advogados e colegas de tribunal reclamam que os processos estão parados no gabinete do ministro.

Processos estocados.
Neste sábado, a reportagem do Estado aproximou-se da mesa onde Barbosa estava no Bar Municipal. O ministro demonstrou insatisfação e disse que não daria entrevista. Em seguida, entretanto, passou a criticar um texto publicado pelo jornal no último dia 5 intitulado “Licenças de Barbosa emperram o Supremo”.

No texto havia a informação de que Barbosa é o campeão de processos estocados no STF, apesar de ter sido poupado das distribuições nos meses em que ficou em licença. De acordo com estatísticas do tribunal, tramitam sob a sua relatoria 13.193 processos, incluindo os que estão no Ministério Público Federal para parecer. O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante Júnior, disse que o STF deveria encontrar uma solução para os processos que estão parados e que essa saída poderia ser a redistribuição das ações.

Barbosa, de licenca desde abril no Tribunal, conversa com pessoas no bar e restaurante Mercado Municipal, na Asa Sul. (Foto: Ed Ferreira/AE)

De acordo com Barbosa, o jornal tinha publicado uma “leviandade”. O ministro afirmou que a reportagem foi usada por um grupo de pessoas que, segundo ele, quer a sua saída do STF. “Mas eu vou continuar no tribunal”, disse, irritado. Ele afirmou que não é verdade que as suas licenças emperram os trabalhos da Corte. O ministro reclamou que não foi procurado pela reportagem para se manifestar sobre as queixas feitas por advogados e colegas de STF por causa de suas licenças médicas. Ministros do Supremo chegaram a dizer que se Barbosa não tem condições de trabalhar deveria se aposentar.

“Você não me procurou”, disse. A verdade é que o Estado só publicou a reportagem do último dia 5 depois de contatar um assessor do ministro. Esse funcionário disse que Barbosa não daria entrevista. Ao ser confrontado com essa informação, o ministro disse: “Você tinha de ter ligado para o meu celular”. Depois, não quis mais falar.

Volta temporária.
Na semana passada, o presidente do STF, Cezar Peluso, anunciou que Barbosa voltaria ao plenário da Corte. O regresso será, porém, temporário: é só para participar de um julgamento que diz respeito ao mensalão petista, processo do qual ele é relator, e outros casos em que a conclusão do julgamento depende do voto dele. O ministro participará desse julgamentos e retornará para a licença, para se tratar em São Paulo.

Entre os processos nas mãos de Barbosa está uma ação que discute se as empresas exportadoras de bens e serviços devem recolher ou não a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Na sessão da semana passada, o julgamento do processo foi interrompido porque o placar ficou empatado em 5 a 5. Caberá a Barbosa desempatar o julgamento.

De acordo com estatísticas disponíveis para assessores do tribunal, Barbosa é o campeão em processos no STF, apesar de ter sido poupado das distribuições nos meses em que ficou em licença. Tramitam sob sua relatoria 13.193 processos, incluindo os que estão na Procuradoria-Geral da República para parecer. Na outra ponta das estatísticas, Eros Grau, que se aposentou na segunda-feira, era o responsável por 3.515 processos em tramitação. Ao todo, estão em andamento no tribunal 92.936 ações.

Dantas quer Barbosa fora do Supremo.
Gilmar e o Estadão também

Publicado em 09/08/2010 no Conversa Afiada

Guga e Hortência sabem o que é essa dor. A do Dantas dói mais

O Estadão decidiu expulsar Joaquim Barbosa do Supremo.

Ele, a OAB (que não tem nada que se meter nisso) e o Ministro (?) Marco Aurélio Mello, uma espécie de vice de Gilmar Dantas (*): Mello está sempre à disposição para dizer ao  PiG (**) o que não cabe a Gilmar Dantas dizer.

Só agora o Ministro (?) Mello se preocupa com a lentidão da Justiça brasileira.

Formidável.

Entre o ex-Presidente Supremo do Supremo e Mello não se sabe quem mais gosta de holofote de televisão.

O Estadão é o house-organ do ex-Presidente Supremo do Supremo.

Portanto, trata-se de uma dedução inevitável acreditar que o Estadão tenha decidido derrubar o presidente Chávez da Venezuela e expulsar Barbosa do Supremo.

Este ordinário blogueiro não entende de nada.

Mas, entende de colonas (***) e colunas, porque tirou uma hérnia de disco da sua.

Ficar em pé é o melhor paliativo.

Quem não quer resolver o problema com uma cirurgia, tem que fazer longos tratamentos.

Aparentemente, o problema do Ministro Barbosa não é apenas lombar, mas, além disso, um trincamento muscular parecido com o do Guga e da Hortência.

(Este modesto blogueiro, corredor medíocre, já teve um, também.)

É o trincamento que obriga o Ministro a andar de um lado para outro com uma cadeira especial, e encontrar a melhor posição para se sentar.

O Estadão, house-organ de Gilmar Dantas (*), repita-se, mostra uma foto em que o Ministro Barbosa, DE PÉ, conversa com amigos num bar em Brasília.

Clique aqui para ir à pagina A6.

O titulo da foto é “Vida social”.

Clique aqui para ver o vídeo inesquecível em que Barbosa diz que Gilmar Dantas tem capangas.

Qui podest ?

A quem interessa tirar Barbosa do STF ?

Primeiro, ao pessoal que é contra as cotas, como já disse publicamente, o Gilmar Dantas (*).

E Barbosa é autor de um livro indispensável em defesa das cotas: “Ação Afirmativa & Principio Constitucional de Igualdade – O Direito como Instrumento de Transformação Social – A experiência dos Estados Unidos” – Editora Renovar, 2001.

Expulsar Barbosa interessa sobretudo ao Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola.

Dantas tem um encontro marcado com Barbosa.

Barbosa é o relator do mensalão mineiro e já indiciou Eduardo Azeredo, mui nobre presidente do PSDB nacional.

E Dantas é quem passava mel no Valerioduto, através de suas empresas mineiras.

Sempre com a intenção de recuperar no Governo Lula o tratamento especial que mereceu no Governo FHC/Serra.

Quando tratou do mensalão do PT, Barbosa se tornou num herói da Pátria.

Foi capa da Veja, amigo navegante.

Imagine !

Ser capa da Veja !

Agora, quando as algemas se aproximam dos pulsos do passador de bola apanhado no ato passar bola, aí o PiG (**) fica aflito.

Clique aqui para ler com o Nassif como a Veja e a Folha (****) protegem o Daniel Dantas, ao fabricar o 1001º. dossiê desta campanha.

(Este será o maior legado político do Serra: introduzir o dossiê nas campanhas eleitorais. Não é isso, Ministro Paulo Renato ?)

Faz parte do arsenal do Dantas escolher os juízes que o julgarão.

Clique aqui para ler “O cerco a De Sanctis – Dantas gosta de escolher o juiz que o julgará”.

Ao tratar desse encontro inevitável que Dantas travará com Barbosa, o Conversa Afiada se lembrou de Joe Louis.

Você pode correr, Dantas, mas você não pode se esconder.

Não adianta o Estadão querer.

O Chávez não cai.

E o Barbosa não vai embora tão cedo.

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista (***) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (***) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(****) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Sobre CCBregaMim

Classe média. Não sai da gente. Mas melhora, se a gente estiver disposta a abandonar nosso lugar na opressão.
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