O Globo confirma: Serra iria vender estatais

Eu tinha jogado no lixo, porque está muito difícil de encontrar a informação no texto, que é de um economês insuportável e ainda termina pró-Serra. Mas como tem procura, eu restaurei o texto e grifei pra facilitar…

Depois do 1º turno, hora de rever estratégias
Ações de estatais que poderiam ser privatizadas num governo Serra avançam na Bolsa
veja no clipping do Ministério do Planejamento
Autor(es): Agencia o Globo/Bruno Villas Bôas, Lucianne Carneiro e Patrícia Duarte
O Globo – 05/10/2010

As eleições presidenciais pouco haviam se refletido no mercado financeiro até a última sexta-feira. Ontem, foi hora de rever estratégias, já que a grande parte dos analistas esperava vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, no primeiro turno. Gestores de carteiras de investimentos se reuniram e começaram a avaliar as mudanças que poderiam ser adotadas em caso de vitória de José Serra, com um maior ajuste fiscal. Além disso, a grande maioria apostava que, com o resultado, o governo adiaria a elevação do IOF sobre o capital estrangeiro para novembro, depois do segundo turno.

Mas a medida acabou anunciada depois do fechamento dos negócios.

Após três quedas seguidas, o dólar voltou a subir ontem. A moeda americana fechou em alta de 0,65%, a R$ 1,692, após dois leilões do Banco Central (BC) no mercado à vista. A estimativa é que a autoridade monetária tenha comprado de US$ 500 milhões a US$ 600 milhões nos dois leilões.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também fechou o dia em leve alta. Sua principal referência, o Ibovespa, avançou 0,22%, aos 70.384 pontos. A Bovespa operou a manhã em alta, mas durante a tarde a queda no mercado americano acabou pesando mais e o índice ficou instável.

A ação preferencial (PN, sem voto) da Companhia Paranaense de Energia (Copel) foi a maior alta do Ibovespa, de 4,42%, a R$ 38,75. Com a saída de Roberto Requião (PMDB) do governo do Paraná, para quem analistas torciam o nariz, e a vitória de Beto Richa (PSDB), o mercado acredita em melhor desempenho da empresa.

Já a ação ordinária (ON, com voto) da Eletrobras avançou 2,68%, a R$ 22,26. Segundo o economista da Um Investimentos Eduardo Otero, a valorização considerou a possibilidade da vitória de Serra no segundo turno.

O mercado foi influenciado por papéis de empresas que podem ser alvo de privatização ou maior aumento de capital privado num cenário de vitória de Serra disse o economista, sem citar o nome das companhias.

Para o gestor da Yield Capital, Hersz Ferman, a Bolsa brasileira ainda está se ajustando, passado o período da capitalização da Petrobras.

Estamos vendo um movimento de correção, já que a Bovespa ficou descolada dos EUA. Desde que acabou a capitalização, a Bolsa está um pouco mais solta diz.

O índice Dow Jones perdeu 0,72%, enquanto o Nasdaq, das empresas de tecnologia, caiu 1,01%. O S&P 500, por sua vez, recuou 0,80%.

O gestor de renda variável da Máxima Asset Management, Felipe Casotti, explicou que a alta nas ações da Petrobras estava até então ajudando a segurar o índice.

As bolsas lá fora registram fortes altas nos últimos dias e agora aproveitam para embolsar os ganhos dos últimos pregões afirma Casotti.

Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos, afirma que uma possível vitória de Serra no segundo turno contribuiu ontem para uma queda dos juros nos contratos de janeiro de 2014 (de 0,25%, para 11,71%) e janeiro de 2017 (de 0,43%, para 11,59%): Com uma vitória de Serra haveria a possibilidade de medidas fiscais mais fortes, o que poderia reduzir juros no Brasil disse.

Pesquisa Focus do BC divulgada ontem mostra que os analistas de mercado não mexeram nas suas previsões para o câmbio deste ano e do próximo esperam o dólar a R$ 1,75 e R$ 1,80, respectivamente. Já para a inflação deste ano, o mercado piorou as estimativas pela terceira semana seguida, mas manteve apostas de que os juros básicos não serão mexidos tão cedo. Economistas calculam que o IPCA ficará em 5,07% em 2010, acima dos 5,05% da semana anterior e distanciandose mais do centro da meta do governo, de 4,5%.

BES prevê que governo Dilma deverá acelerar gastos públicos O que continua incentivando a deterioração das expectativas são os preços dos alimentos, ainda em alta.

Esse cenário não deve mudar até o fim do ano afirmou o economistachefe da Máxima Asset Management, Elson Teles.

Na avaliação dele, os recentes aumentos das commodities (matérias-primas) agrícolas já chegaram ao consumidor.

Por isso, calcula que a inflação de alimentos deve registrar alta de 1% por mês até o fim deste ano.

O economista-chefe do Banco Espírito Santo, Jankiel Santos, acredita na manutenção da política econômica num governo Dilma. Ele, que apresenta hoje na Firjan um estudo da perspectiva econômica no pós-Lula, acha que a ex-ministra deve acenar com redução de gastos com pessoal, para ganhar credibilidade, mas vai pisar no acelerador em outros, por causa de Copa e Olimpíadas. Para Santos, um governo tucano seria mais focado em esforços fiscais. Apostando no aumento dos gastos nos próximos anos, ele acha que o déficit em conta corrente seguirá se deteriorando.

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