morte de bin laden: o império contra-ataca

O IMPÉRIO CONTRA-ATACA

por Rodrigo Sérvulo no mídia caricata

Mais um episódio do entretenimento mórbido, praticado desde sempre pela grande e velha mídia mundial, é exibido ao mundo na data de hoje.

Segundo o PIG norte-mericano e seguido pelos seus discípulos nos quatro cantos, o líder islamita Osama Bin Laden (vendido por eles como terrorista e procurado pelo “Tio Sam” vivo ou morto) foi assassinado na noite de ontem por uma equipe de soldados estadunidense na capital do Afeganistão.

Após a confirmação realizada pelo poder midiático de que Bin Laden estava morto, inúmeras manifestações de alegria se sucederam. Primeiro foi a vez de Barack Obama (o “Obaminha morte e terror”, prêmio nobel da paz) em pronunciamento oficial, confirmar o assassinato e agradecer não apenas pelo sucesso da operação mas principalmente pelo bônus que receberá da opinião pública ajudando na sua popularidade abalada. Mais tarde senadores daquele país seguiram a mesma linha e ainda foi possivel verificar populares comemorando o feito em frente à sede do império (decadente mas ainda forte) afirmando que a “justiça foi feita”. Foi feita para quem?

O argumento para os do Norte se deve em razão de se atribuir a Bin Laden a responsabilidade pelos ataques contra o World Trade Center e o Pentágono em 11 de setembro de 2001. Mas quem comprovou ter sido Bin Laden o responsável? Alguém lembra da relação da família Bin Laden com a do ex-presidente George Bush? Ou das inúmeras dúvidas sobre como exatamente ocorreram os ataques em 2001, como o “boeing” que foi jogado no pentágono?

Ainda que admitamos que Bin Laden tenha sido o mandante, comprovadamente, qual a noção de justiça possui seres humanos que ao serem vítimas entendem como justo a reprodução da violência? A morte dele acabará com o problema? Pelo contrário!

Basta o poder constituído, a mídia, o mercado, a indústria bélica e hollywood venderem a ideologia ou o fato como verdadeiro que será suficiente para que a guerra nunca termine. No país da “liberdade” e da pena de morte essa é a lógica. É preciso sempre criar o inimigo, posteriormente matá-lo (vide Saddam Hussein e tantos outros), e aguardar a retaliação criando um círculo vicioso de interminável fomento ao mercado da guerra.

É lamentável assistir a espetáculos bélico-midiáticos impondo ao mundo o conflito como algo válido sob o manto hipócrita de que todos querem paz.

A sociedade quer guerra (morte) e ela terá. É só aguardarmos para ver a resposta que virá e aí surgirá mais um personagem terrorista que passará a ser, igualmente, procurado e possivelmente morto para que se mantenha sempre ativa a roda dos senhores da guerra e do Deus mercado.

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Classe média. Não sai da gente. Mas melhora, se a gente estiver disposta a abandonar nosso lugar na opressão.
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