liberdade

A liberdade que eu tenho é a liberdade que me dou.
A liberdade que me dou é aquela que suporto assumir diante dos outros.

O limite da minha liberdade é o tamanho da minha responsabilidade.
Quanto menor a responsabilidade que eu tenho, menor minha liberdade.
Faço tudo igual aos outros…

Quanto mais me responsabilizo, menor minha falsa liberdade de fazer sempre o que me dá prazer imediato.
Beber, fumar, consumir lazer… tudo isso fica tão sem graça se não criar alegria.

Quanto mais me responsabilizo,
Maior minha liberdade de agir no mundo.
Porque tenho que inventar formas novas pra atender minhas exigências éticas, minhas paixões e minhas sabedorias. Se invento, sou livre.

A liberdade é uma necessidade.
Se eu não precisar, não crio, deixo o medo impedir tudo.
Exercer minha liberdade de ser um, igual a nenhum outro no mundo,
é um dever.
Tenho que buscar minha felicidade.

Mas eu ia dizendo que a liberdade é minha obrigação, eu preciso dela pra ser feliz, criar a mim mesma, minha saúde, minha sanidade, minha fórmula mágica da paz.

Que caminhos ainda não trilhados podem criar a paz, a alegria, a roda?
é preciso abri-los a ponta de facão,
construi-los sólidos como paredes de tijolos,
e sonhá-los à noite, em comunidade,
para que sejam leves como a neblina
e efetivos como o sol.

A liberdade não é só física, sair aos campos e tomar ar.
Embora não possa viver sem isso,
a liberdade é consciência desperta
que se põe no mundo e age entre as pessoas.

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